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Solar do Vinho do Dão

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Todas as fotografias / imagens são fornecidas apenas para orientação.
Localiza-se na Rua Aristides Sousa Mendes, cidade de Viseu, no centro de Portugal
 
A sua origem remonta ao século XII, o Solar do Vinho do Dão ou antigo Paço Episcopal foi residência permanente dos bispos de Viseu até aos inícios do século XX.

O Solar foi uma Casa de inúmeras histórias, um lugar de cariz único e o local de partida de uma das rotas mais sensíveis de Viseu que é a Rota do Vinho do Dão.

O edifício foi recuperado de acordo com a arquitetura exterior e a decoração é moderna e arrojada e junto ao edifício existe uma capela onde não há missas regulares mas também funciona como quarto de hóspedes deste espaço.

A Comissão Vitivinícola Regional do Dão é uma associação regional interprofissional à qual compete controlar a origem, garantir a genuinidade e promover os produtos vitivinícolas com direito a Denominação de Origem Dão e Lafões e a Indicação Geográfica Terras do Dão.

A Região Demarcada do Dão, instituída em 1908 merece ser visitada com atenção primeiro, porque as vinhas estão escondidas pelos pinheiros, pelas giestas, pelos silvados através de muros de pedra.

O visitante tem que partir à descoberta: pisar a terra e respirar a magia de uma adega e o percurso da viagem segue por serras e povoados, por caminhos de montanha ou por ruas de vilas históricas, pelas estreitas veredas dos montes ou pelas margens dos rios.

O visitante percorre cidades e aldeias, vilas e lugares, ermos sem nome ou castros de nobreza antiga e tem que andar por terras de Penalva, de Tábua, de Santa Comba, os recantos de Aguiar da Beira, de Fornos de Algodres, de Gouveia, de Sátão, de Seia, Carregal do Sal, Arganil, Mangualde, Nelas, Oliveira do Hospital, Mortágua e a Tondela.

O visitante prova o vinho em quintas ou adegas atrás de austeras fachadas entre brasões e cantarias e não há duas quintas iguais e cada uma é um universo definido.

As vinhas estão instaladas em terrenos de baixa fertilidade, predominantemente graníticos com diversos afloramentos de xistos que surgem a sul e a poente da Região e ainda que se encontre implantada em altitudes que rondam os 800 metros é entre os 400-500 que vegeta em quantidade.

O acidentado do terreno circundado por um conjunto de grandes serras que o protege das influências exteriores (a poente encontra-se a serra do Caramulo, a sul a luxuriante Buçaco, a norte a serra da Nave e a leste a imponente Estrela), constituem uma importante barreira às massas húmidas do litoral ou aos agrestes ventos continentais.

O minifúndio e a exuberante vegetação com verde de todas as tonalidades que vai alternando com rocha contribuem para o quase anonimato da vinha na paisagem.

As videiras estão lá plantadas em cerca de 16 000 hectares numa área geográfica de 388 000 hectares onde as gentes do Dão aproveitam as excelentes condições climáticas para explorar a ancestral aptidão agrícola.

A rede hidrográfica da Região caracteriza-se por um traçado rígido indicando um ajustamento claro à estrutura do relevo por onde correm os três principais rios da região: O Dão, o Mondego e o Alva e cujos cursos apresentam um grande paralelismo enquanto percorrem todo o maciço granítico.

O clima é frio e chuvoso no Inverno e muito quente e seco no Verão havendo variações microclimáticas de grande importância para a qualidade dos vinhos e encontram-se reunidas condições únicas para a produção de vinhos com características próprias e bem definidas.