Farol de Montedor

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Localiza-se num promontório no lugar de Montedor, a cerca de 4 milhas náuticas a Norte do foz do rio Lima e a 7 milhas a Sul da foz do rio Minho, na Rua do Alto do Facho, freguesia de Carreço, Cidade e distrito de Viana do Castelo, Norte de Portugal
 
O Farol é o mais setentrional do país e entrou em funcionamento em 20 de Março de 1910, e possui torre quadrangular em cantaria de granito com altura de 28 metros (103 metros de altitude acima do nível do mar) é um grande edifício anexo em forma de ''U'' com lanterna e varandim de serviço pintados de vermelho.

O Sinaleiro possui um edifício de planta em U invertido, fechado integrando ao centro e avançado da ala S. a torre de farol quadrangular, volumes articulados horizontalmente com coberturas de duas, três e quatro águas, e torre com cobertura em telhado semicircular, metálico rematado por catavento metálico sobre acrotério esférico.

A Orientação de Montedor foi um dos oitos faróis mandados construir por Júlio Zeferino Schultz Xavier, e tendo entrado em funcionamento em 20 de março de 1910.

O seu projetista é o Engenheiro José Ribeiro de Almeida e este farol é o mais setentrional da costa do continente português com uma altura de 28 metros e uma altitude de 103 metros.

Inicialmente alimentado a azeite, mas mais tarde passou a funcionar a petróleo (1963), e com a sua ligação à rede pública de distribuição de energia efetuada em 1947 passou a trabalhar a eletricidade.

O Farol Costeiro foi edificado entre 1908 e 1910, e a atual Torre quadrangular com fachadas de quatro discos, com cobertura em telhado semicircular coroado por catavento metálico.

No interior a escada e para a torre de guarda, e postes de Newel e corrimões em cobre.

No ano de 1987 foi automatizado reduzindo em parte a intervenção humana é considerado um símbolo arquitectónico e cultural de Viana do Castelo,e o farol foi inspiração para a composição de uma música intitulada “Canção do Farol de Montedor”.

O interior com vestíbulo de pavimento em marmorite de motivo enxaquetado branco e rosa, emoldurado com paredes rebocadas e pintadas de bege, silhar de azulejos de estampilha verde e branca e friso verde, e tecto de gesso de tramos arqueados entre perfis de ferro.

A caixa de escadas da torre tem pavimento em marmorite, rosa e branco, decorado com a rosa-dos-ventos entre dois círculos, paredes revestidas a azulejos monocromos brancos com escada helicoidal, pontualmente marcada por pequenos patamares de degraus pétreos com cobertor de rebordo boleado, guardas em balaústres metálicos e corrimão em cobre.

A cúpula com piso inferior de pavimento em chapa metálica e paredes revestidas a reguado de madeira envernizada albergando motores de rotação e aparelhagem de incandescência, com escada metálica, de um lanço, de acesso ao piso superior, de pavimento e paredes em chapa metálica e com ampla vidraça em todo o seu perímetro; tecto metálico, abobadado, sobre estrutura de perfis metálicos em I, arqueados albergando aparelho óptico em cristal direccional rotativo sobre base metálica.

O Sinaleiro apresenta um pátio empedrado com cisterna central coberta por volume rectangular pintado de branco e com porta de visita, frontal em chapa metálica.

A porta principal do átrio inscreve-se em corpo ligeiramente saliente do restante pano da fachada sobre a cornija, mastro de bandeira em ferro.

A fachada N. da torre apresenta sob a janela do primeiro registo, com painel de azulejos branco com orla fitomórfica a azul e inscrição: Farol de Montedor.

O Farol foi visitado por uma grande variedade de grupos como escolas, turistas, caminhantes, peregrinos de Santiago, praticantes de ciclismo, e em 2016 registou a visita de 2.253 pessoas.