Castelo de Miranda do Douro

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Localiza-se no Largo do Castelo, freguesia, cidade e concelho de Trás-os-Montes, Distrito de Bragança, Nordeste de Portugal
 
O Castelo de fronteira ligado aos vizinhos de Algoso, Penas Roias e Mogadouro, assim como ao mais distante de Bragança constituíam no conjunto o chamado núcleo duro do Nordeste transmontano.

O castelo de Miranda do Douro foi edificado num segundo momento de povoamento de Trás-os-Montes, ocorrido no reinado de D. Dinis, que em 1286 que terá mandado edificar um castelo numa das extremidades da vila, a que se associava uma cerca urbana destinada a proteger a população.

Às naturais transformações nos séculos posteriores juntou-se uma violenta explosão em 1762 que desfigurou partes fundamentais da obra gótica.

O castelo tinha a forma rectangular e as suas muralhas ligavam a formidável torre de menagem,situada num dos ângulos a três outras torres mais baixas também em posição angular.

Esta descrição anuncia uma fortaleza tipicamente gótica, com portas e ângulos defendidos activamente por altas torres que permitiam o tiro vertical.

A partir da segunda metade do século XVI a fortaleza experimentou diversas alterações, que visam convertê-la numa praça moderna e adaptada à guerra de artilharia.

Na cerca da vila, a principal obra então realizada foi a construção de um baluarte diante da porta principal a que se juntaram diversas guaritas nos ângulos.

Mais radicais foram os trabalhos no castelo que obrigaram à destruição de grande parte das torres e respetivo nivelamento do terreno para instalação de peças de artilharia.

Em Maio de 1762, num momento em que a praça tentava resistir às tropas espanholas, o paiol explodiu levando consigo alguns troços que não mais se reconstruíram.

Por esta descrição fácil se torna vislumbrar uma fortaleza tipicamente gótica, com portas e ângulos defendidos ativamente por altas torres que permitiam o tiro vertical sobre os pontos mais sensíveis. A porta principal, a que se associava uma das torres, era em forma de cotovelo, desenho igualmente característico da arquitetura militar do século XIV.

A vila era muralhada e o seu traçado urbanístico revela uma planificação de raiz, duas portas,voltadas a Este e a Oeste e flanqueadas por duas torres quadrangulares formando um conjunto harmónico permitiam o acesso à vila, e eram ligadas por uma rua direita que conflui ao centro numa praça, hoje Praça de D. João III.

Esta artéria era atravessada por outras vias secundárias formando uma trama ortogonal de que se destaca a atual Rua Mouzinho de Albuquerque, que ligava a praça central à porta que levava ao rio.

Uma das particularidades da vila medieval era a existência de uma couraça (ainda desenhada por Duarte d’Armas nos inícios do século XVI) que protegia o acesso dos moradores ao rio, estrutura desmantelada durante a época moderna.

A partir da segunda metade do século XVI, a fortaleza experimentou diversas alterações, que visam convertê-la numa praça moderna e adaptada à guerra de artilharia.

O castelo apresenta planta no formato quadrangular, sendo as suas muralhas em granito e xisto, ameadas e reforçadas nos três ângulos externos por cubelos (dois de planta retangular e um, hexagonal) envolvendo uma considerável praça de armas, atualmente reduzida a um amplo terreiro.

A norte o conjunto é dominado pela Torre de Menagem na cota de 682 metros acima do nível do mar.

A cerca da vila abarcava um perímetro total de seiscentos passos e rasgada por três portas de arco quebrado: a Porta da Senhora do Amparo ao fundo da rua da Costanilha, a Porta Falsa junto à zona do castelo, e o Postigo a leste sobre a margem do rio Douro.