Home > sintra 

Parque e Palácio de Monserrate

Photo 1
Photo 1
Todas as fotografias / imagens são fornecidas apenas para orientação.
Localiza-se perto do centro histórico de Sintra, na Rua Barbosa du Bocage, Cidade de Sintra, Centro de Portugal
 
O edifício inicial construído por Gerard DeVisme era uma construção alongada e rematada nos extremos por duas torres cilíndricas e cobertas por telhados em forma de cone (sendo esta a estrutura essencial que se manteve até hoje).

O Palácio inicial tratava-se de um castelo neogótico que sofreu alterações de Beckford, tendo sido palco de numerosas festas, o centro de uma elite de intelectuais que Beckford reunia em seu redor.

Um dos mais celebrados é George Byron, poeta anglo-escocês e figura do movimento Romântico que em 1809 se referiria a Monserrate na sua obra "Childe Harold ''s Pilgrimage".

No ano de 1858 o novo proprietário Francis Cook contrata os serviços do arquiteto inglês James Knowles para desenhar um novo palácio aproveitando as fundações e alguns muros da construção que o antecederam (alguns já com mais de cem anos).

A construção, que durou de 1863 a 1865, revela um gosto orientalista e eclético com elementos marcadamente góticos, indianos e árabes.

No geral apresenta uma rigorosa simetria marcada ao centro por um conjunto de elegantes colunas que suportam a arcada neomedieval, tendo contratado o empreiteiro inglês J. Samuel Bennet que viria a trabalhar com D. Fernando no restauro do Convento dos Jerónimos.

No seu interior encontramos um Átrio octogonal formado por arcos góticos e colunas de mármore rosa (com um conjunto de escadas que sobe para os aposentos privados de Francis Cook), a Sala de Jantar, a Biblioteca com estantes de nogueira e uma belíssima porta em alto-relevo, a Capela, o Átrio Principal também ele octogonal e que apresenta uma fonte de mármore de Carrara de inspiração classicista, assim como painéis perfurados de Deli de alabastro que funcionam como biombos esculpidos.

O Átrio é encimado por uma cúpula decorada com madeiras e estuque encontra-se no centro da Galeria que atravessa todo o palácio, da Torre Norte à Torre Sul, a Sala de Bilhar, a Sala de Estar Indiana e por fim a Sala da Música que é um salão de proporções amplas, excelente acústica e rica decoração, uma cúpula em estuque um friso com representações das Musas e das Graças.

O Parque de Monserrate desenvolve-se ao longo de 33 hectares e conta com diversos jardins onde pode ser encontrada uma impressionante coleção botânica, com exemplares de todo o mundo.

A construção terá se estendido de 1863 a 1929 com um projeto geralmente atribuído a William Colebrook Stockdale, pintor de paisagens de estilo romântico (ainda que este apenas tenha trabalhado diretamente no local em 1863, 1874 e 1875).

No ano de 1885 os jardins do Palácio de Monserrate eram referidos num artigo de duas partes no The Gardener ''s Chronicle (de Londres).

O Jardim do México localiza-se na zona mais quente e seca da propriedade reunindo-se aqui plantas dos climas mais quentes como o Taxódio-do-México, a Estrelícia-gigante (África do Sul), Búnia-búnia (Austrália) e Coquitos-do-Chile.

O Jardim do Japão alberga plantas asiáticas como Bambu, Camélia (Sudeste asiático), Teixo (Europa, noroeste africano, sudeste asiático), Figueira-das-Ilhas-Fiji e Ginkgo (Sudoeste da China).

O Vale dos Fetos apresenta diversos exemplares de Fetos-arbóreos dispostos ao longo da encosta: doze fetos arbóreos(1867/1868) cada um com cerca de 2.5 metros de altura, foram cortados nas montanhas de Dandenong na Austrália e transportados (sem raízes nem frondes) em caixas de pinho cheias com serradura húmida.

Os exemplares foram primeiro plantados no interior da ruína da capela, tratados de modo a permitir a aclimatização e de seguida transplantados para o vale, e dos primeiros doze fetos sobreviveram 8.

Os Lagos Ornamentais possuem diferentes profundidades e temperaturas distintas constituidas por plantas aquáticas exóticas como os papiros e nenúfares.

Neste espaço encontra-se um Roseiral com cerca de 200 variedades históricas e cujo restauro foi concluído em 2011 em que foi inaugurado por Sua Alteza Real o Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha.

O parque é decorado por diversos elementos ao gosto romântico encontram-se alguns projetados por William Beckford: a Cascata artificial (foi necessário desviar um ribeiro para a conseguir), o Arco de Vathek que partilha o nome com a personagem principal do famoso romance de Beckford, Vathek) e o falso Cromeleque seja também obra de Beckford.

A estruturas edificadas destacam-se: a falsa ruína de uma Capela da autoria de Francis Cook, um arco ornamental Indiano (comprado em 1857 por Cook a Charles Canning, Governador-Geral da Índia) decora o Caminho Perfumado que termina na entrada principal do palácio.

Na Casa de Pedra (edifício rústico cujo exterior é coberto por pedras irregulares) funcionou uma carpintaria e uma vacaria, sendo hoje a sede da Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A.

No espaço encontra-se um Atelier de pintura usado por Sir Francis Cook (1907-1978), bisneto do 1º Visconde de Monserrate. (um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal por decreto de 7 de junho de 1870, em favor de Sir Francis Cook).