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Museu Ferreira de Castro

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Todas as fotografias / imagens são fornecidas apenas para orientação.
Localiza-se na rua Consiglieri Pedroso, Vila Velha, São Martinho, cidade e concelho de Sintra, Centro de Portugal
 
O primeiro mentor terá sido o então presidente da Câmara, António José Pereira Forjaz, que em carta de 10 de Abril de 1973 dirigida ao romancista manifestava alvoroçadamente o seu júbilo depois de verificada a conformidade da doação com as disposições legais.

O Museu abriu em 6 de Junho de 1982, três anos mais tarde encerrado para obras, reabriu em 22 de Julho de 1992, após remodelação dos conteúdos expositivos e de elaboração de um novo guia para o visitante.

José Maria Ferreira de Castro (nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, 24 de Maio de 1898/faleceu a 29 de Junho de 1974 no Porto) foi um escritor português.

A homenagear o escritor existe uma biblioteca e uma escola secundária com o seu nome em Oliveira de Azeméis, uma escola secundária e um museu em Sintra.

O emigrante, homem do jornalismo e ficcionista é hoje em dia um dos autores com maior obras traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna precursora do neorrealismo de escrita, caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica.

A exemplo da sua grande atualidade pode referir-se a recente adaptação ao cinema da obra A Selva (1930) com muito sucesso.

No ano de 1967, Ferreira de Castro doou a propriedade à autarquia que se comprometeu desde essa data a mantê-la e conservá-la proporcionando visitas guiadas a todos que o quisessem fazer.

O percurso vivencial do escritor neste museu podem ser apreciadas através de edições raras, manuscritos, objetos pessoais e ilustrações originais para as suas obras e outros objetos com ligação a Ferreira de Castro.

O Museu Ferreira de Castro apresenta cronologicamente o percurso vivencial do escritor, agrupado em núcleos temáticos: Infância" (1898-1911) refere-se à meninice do escritor na "aldeia nativa" de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis período de íntimo contacto com a verdejante natureza da região que tanto iria marcá-lo.

"No Brasil - Da selva amazónica a Belém do Pará" (1911-1919), relata a época em que Ferreira de Castro viveu ainda criança e sozinho num seringal da Amazônia (até 1914) e a dramática e rocambolesca vivência em Belém destaca-se o manuscrito de Criminoso por Ambição, máscaras dos índios Parintintins (tribo já extinta), terra do seringal onde Castro trabalhou, e exemplares de Criminoso por Ambição e Alma Lusitana ambos de 1916, os primeiros títulos que publicou.

"O Regresso - Jornalismo e obra renegada" (1919-1927) mostra parte da actividade jornalística e exibe os livros que correspondem à primeira fase de Ferreira de Castro de Mas... (1921) a O Voo nas Trevas (1927) --, por ele suprimidos das suas obras completas e que hoje são raridades bibliográficas.

"Triunfo - De Emigrantes à direcção de O Diabo" (1928-1935); "O Último Vagamundo" (viagens, 1929-1939); "O Mestre - De A Tempestade a Os Fragmentos" (1940-1974) contemplam o tempo em que Ferreira de Castro pontificou como autor proeminente do Portugal de então. É o período de A Selva, Terra Fria, A Lã e a Neve, A Curva da Estrada, A Missão.

Na última sala expõem-se traduções das suas obras em diversas línguas: o visitante tomará contacto com edições raras, manuscritos, objetos pessoais, ilustrações originais para os seus livros, e outros relacionados com a vida e a escrita do romancista.

O Museu apresenta também telas e desenhos originais de Arlindo Vicente, Bernardo Marques, Cândido Portinari, Elena Muriel, Jorge Barradas, José Rodrigues, Júlio Pomar e Roberto Nobre.

As Obras de Ferreira Castro da Adolescência e Juventude: Criminoso por Ambição (1916), Alma Lusitana (1916), Rugas Sociais (1917), Carne Faminta (1922), O Êxito Fácil (1923), Sangue Negro (1923), O Drama da Sombra (1926), A Epopeia do Trabalho (1926), A Morte Redimida (1925), O voo nas Trevas (1927), Sim, uma Dúvida Basta (1936)- publicado em 1994, O Intervalo (1936)- publicado em 1974 e os Fragmentos (1974).

As obras de Ferreira de Castro são: Emigrantes (1928), A Selva (1930), Eternidade (1933), Terra Fria (1934), Pequenos Mundos, Velhas Civilizações (1937), A Tempestade (1940), A Volta ao Mundo (1940 e 1944), A Lã e a Neve (1947), A Curva da Estrada (1950), A Missão (1954), As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol. I) (1959), As Maravilhas Artísticas do Mundo (Vol. II) (1963) e O Instinto Supremo (1968).

O Prémio Literário Ferreira de Castro é um prémio literário instituído pela Câmara Municipal de Sintra de forma a homenagear o escritor, o prémio era entregue anualmente a obras originais e inéditas de ficção narrativa escritas em língua portuguesa. (1987/1992).