Igreja Matriz de Peso da Régua

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Localiza-se no Largo Dom Manuel Vieira de Matos, cidade de Peso da Régua, distrito de Vila Real, Região Norte, sub-região do Douro
 
História da Igreja Matriz de Peso da Régua
 
O Couto da Régua foi doado por Dona Teresa, entre 1114 e 1122, a Dom Hugo, bispo do Porto.

No ano de 1287, a vila de Peso aparece no Couto da Régua sob jurisdição espiritual e temporal dos bispos do Porto.

A freguesia da vila de Peso da Régua, na comarca de Lamego, era curato anual da apresentação do arcediago da Régua, do cabido da Sé do Porto passando depois pela reitoria.

Peso e Régua têm origem em duas povoações distintas unidas em meados do século XVIII e ao serem reunidas edificou-se a nova matriz de São Faustino (1750-160).

No dia 6 de Novembro de 1836, Peso da Régua passa de simples freguesia a cabeça de concelho, integrando as freguesias de Sedielos, Fontelas, Moura Morta, Loureiro e Godim.

O concelho de Peso da Régua inclui as freguesias de Covelinhas, Galafura, Poiares e Vilarinho dos Freires.

A paróquia de Peso da Régua pertence ao arciprestado de Peso da Régua e à diocese de Vila Real desde 22 de Abril de 1922 e o seu orago/patrono é São Faustino.
Característica Igreja Matriz de Peso da Régua
 
A igreja Matriz de Peso da Régua/Igreja de São Faustino foi construída no século 18 possuindo arquitetura barroca e dedicada a S. Faustino.

Neste período recorria-se a manipulações visuais para alargar as perspectivas das construções como com as paredes côncavas e convexas, o emprego de cártulas, frontões interrompidos e colunas torsas que atravessam o pavimento.

A Nave com tecto pintado com elementos fitomórficos dispostos de modo a formar falsos tramos e com cartela central com representação do patrono.

No seu interior domina o altar-mor em talha dourada onde se destaca um painel da “Última Ceia” da autoria de Pedro Alexandrino de Carvalho o que nos leva a ponderar a hipótese de ter sido feita entre o final do século XVIII e a primeira década do século seguinte.

Além do altar-mor existem mais 6 em talha dourada e cada qual dedicada a um Santo e os altares de maior devoção serão: o de Nossa Senhora do Socorro e o Sagrado Coração de Jesus.

A igreja é de planta longitudinal composta por uma nave única e a capela-mor à qual está adossada a sacristia de volumes e alturas diferenciadas e escalonadas.

No interior possui sete retábulos de talha dourada, dois em cada um dos cantos do arco cruzeiro na parede do lado da epístola e outros dois no lado do evangelho.

A obra Última Ceia, com a assinatura de Pedro Alexandrino apresenta uma pintura que possui um sistema de exposição que permite que seja recolhida ficando oculta, fazer a caracterização da técnica pictórica empregue e identificar as alterações decorrentes da história da obra.

O de maior dimensão localiza-se na capela-mor e reveste toda a parede da cabeceira no qual se situa a pintura de Pedro Alexandrino de Carvalho e como característica específica ser móvel.

A tela possui uma forma retangular desenvolvida na vertical, no entanto o camarim que a enquadra é rematado por um arco de volta perfeita dando a noção que é arredondada na margem superior.

A cena principal desenvolve-se no primeiro plano realçando-se as figuras de Cristo e São Pedro que têm prostrado sobre as pernas um dos companheiros.

No segundo plano, encontram-se as restantes dez personagens que ladeiam uma mesa distribuídas em dois grupos equilibrados posicionados sobre o lado direito e esquerdo e que abrem o espaço central para o âmago da pintura - a partilha do pão.

Os discípulos têm posturas e olhares corporais divergentes e uma pintura essencialmente figurativa ainda estando presente a proporção dos grandes grupos do Barroco.

No plano do fundo sobre o lado direito é esboçada uma abertura para o exterior que amplia o espaço com a representação de um edifício de cúpula.

As personagens vestem túnica apertada na cinta por um cordão, um manto sobre um dos ombros e aparecem descalças e neste painel as cores predominantes são o ocre, o azul, o violeta e os tons terra como os beges e castanhos.

Nesta igreja no mês de Setembro celebra-se a tradicional Missa das Vindimas onde é abençoada a colheita vinhateira do ano e nas redondezas avistam-se solares e casarios exibindo os brasões das antigas famílias.