Museu de Alberto Sampaio

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Localiza-se na Rua Alfredo Guimarães, na antiga freguesia de Oliveira do Castelo, atualmente inserida na União das Freguesias de Oliveira, São Paio e São Sebastião, na cidade e concelho de Guimarães, distrito de Braga, Norte de Portugal
 
O Museu encontra-se instalado nos edifícios anexos à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, formando o conjunto da antiga Colegiada de Guimarães classificado como Monumento Nacional desde 1910 e Património Mundial da Humanidade desde 2001.

O Museu de Alberto Sampaio foi criado em 1928 para albergar o espólio artístico da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos de Guimarães, e aberto ao público em 1931.

Em 1 de agosto de 1931 é inaugurado oficialmente o Museu Regional de Alberto Sampaio, e mais tarde Alfredo Guimarães é oficialmente nomeado Diretor do Museu (a 19 de outubro de 1932).

O Museu de Alberto Sampaio situa-se em pleno centro histórico de Guimarães, no local onde a condessa Mumadona no século X mandou construir um mosteiro, sendo inicialmente um mosteiro dúplice, mas no séc. XII se tornou numa Colegiada sofrendo obras de renovação.

No reinado de D. João I que se iniciam importantes obras de ampliação e beneficiação dos edifícios da Colegiada, tendo este rei iniciado e concluído a construção de uma nova Igreja dedicada a Santa Maria de Guimarães.

No séc. XVI, a igreja, o claustro e a Casa do D. Prior sofreu importantes obras de renovação.

Nos séculos seguintes, a Igreja é um palco constante de alterações e acrescentos, sendo também significativas as obras realizadas no final do século XVIII na Casa do Cabido, edifício que hoje funciona como a entrada principal do Museu.

Os edifícios pertencentes à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira passam para as mãos do Estado e realiza-se um conjunto importante de obras tendo em vista a adaptação do edifício.

A 14 de maio de 1928 começam as obras de adaptação do claustro e do 1º piso da Casa do Priorado.

No ano de 1935 terminam as obras de adaptação do edifício passando a dispor de um espaço expositivo das suas coleções, do Claustro e de mais cinco salas, mais outras três salas que funcionam como biblioteca, serviços administrativos e arrecadação do Museu.

Na década de sessenta, a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Norte, procedeu a obras de conservação e restauro de todo o edifício da Casa do Priorado e da Casa do Cabido. No ano de 1967 procedeu-se à inauguração dos novos espaços como: uma sala de conferências, salas para exposições temporárias.

O Museu volta a sofrer obras de recuperação e remodelação ganhando um novo visual:renova-se a receção e a loja do museu e os espaços de exposição.(1999-2004)

O Museu é constituído por espaços como o Claustro, a sala de Ourivesaria, a sala de Aljubarrota , a sala de Pintura a Fresco, a sala de Pintura e Escultura, sala de Santa Clara, sala da Talha e sala do Capítulo.

A sala de Ourivesaria é constituída por alfaias litúrgicas, pedras preciosas, cálices, custódias, cruzes e relicários: cálice e patena de D. Sancho I (1187), cofre-relicário (século XV), Santa Maria da Oliveira (século XV), Relicário de São Sebastião (século XVI), Relicário do Santo Lenho (século XVI), Urna para o Santíssimo (século XVIII), Cruz de altar (século XVIII), Cofre-relicário (século XVIII), Cálice (século XVIII), Estante de missal (século XVIII), Arcanjo São Miguel (1817-1818), Jarrão (século XIX), Báculo (século XIX), Caixa de rapé (século XIX), Castiçais (século XIX), Caixa para a âmbula da Extrema-Unção (século XIX), Salva (século XIX), e Paliteiro(século XIX).

Hoje é um dos melhores conjuntos do género existentes em museus nacionais, ocupando um lugar único na História da Arte em Portugal salientando que dos 12 tesouros nacionais que o Museu possui, 10 se encontram na Sala de Ourivesaria.

A sala de Aljubarrota está exposta num conjunto de peças relacionadas com a batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) entre o rei D. João I de Portugal e o rei D. João I de Castela, e que foi decisiva para a consolidação da independência nacional.

O rei D. João I tinha uma especial devoção a Santa Maria de Guimarães, que hoje conhecemos como Nossa Senhora da Oliveira, e foi a Santa que D. João I pediu proteção divina e mais tarde veio agradecer o ter vencido tão decisiva batalha.

Nesta sala encontramos de D. João I as suas armas, o Loudel que envergava na refrega e o Tríptico de prata dourada que representa o nascimento do Menino Jesus.

O núcleo da Colegiada reunia retábulos ou painéis e pinturas que se encontravam escondidas e abandonadas como por exemplo: o Tríptico da Lamentação e a Nossa Senhora com o Menino, as tábuas de Nossa Senhora do Leite entre São Bento e São Jerónimo e um São Miguel, uma tábua do século XVI da autoria de Frei Carlos figurando São Vicente, São Martinho e São Sebastião que havia pertencido ao Mosteiro de Santa Marinha da Costa.

O acervo do museu é constituído principalmente por arte sacra, áreas da ourivesaria, pintura, escultura, têxteis e cerâmica, e inclui mais de 2000 objetos inventariados com importantes peças dos séculos XIV, XV e XVI.

Um Museu com doze tesouros nacionais e estão classificados como bens de interesse nacional pelo Ministério da Cultura.