Barragem de Valtorno

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A Barragem de Valtorno fica em Vila Flor, freguesia de Valtorno, distrito de Bragança, Norte de Portugal
 
A Barragem de Valtorno conhecida como Barragem de Valtorno-Mourão situada no concelho de Vila Flor tem uma albufeira com o volume total de 1,12 x 1,06 m3 para abastecimento público.

Na barragem de Valtorno surgiram problemas e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e o Instituto da Água autorizaram a primeira fase de enchimento em Abril de 2006.

No decorrer do primeiro enchimento os resultados das observações efectuadas permitiu concluir que a barragem não estava a exibir do ponto de vista hidráulico o comportamento esperado quer no que respeita aos caudais percolados quer no que respeita às pressões em alguns piezômetros.

O resultado foi que promoveu-se o reforço do tratamento de impermeabilização e hoje a barragem exibe o comportamento considerado adequado.

A barragem apresenta as características fundamentais de fundação, o diagnóstico das deficiências, o tratamento efectuado e o comportamento observado até ao final do primeiro enchimento.

A barragem de Valtorno/Mourão, concelho de Vila Flor, é uma infra-estrutura integrada no Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento gerido pela empresa Água de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD).

A barragem de Valtorno veio reforçar o abastecimento de água às barragens do Peneireiro (Vila Flor) e do Palameiro (Torre de Moncorvo) e assegurar com regularidade os consumos das populações do concelho de Vila Flor e da zona poente de Torre de Moncorvo.

A barragem de Valtorno-Mourão era uma aspiração do concelho de Vila Flor que começou a ser executada em Julho de 2004 e foi construída para alimentar a barragem do Peneireiro junto à sede do concelho que tornou-se insuficiente para dar de beber a toda a população.

A barragem de Valtorno-Mourão no concelho de Vila Flor tem uma albufeira com um volume total de 1,12 x 1,06 m23 numa zona onde os problemas de seca são muito gravosos.

Apesar de se reconhecer que de imediato a barragem não estava em perigo foi decidido interromper o primeiro enchimento da albufeira e proceder ao diagnóstico das deficiências e tomar decisões em função das conclusões resultantes.

A importância para o abastecimento da água já acumulada na albufeira foi decidido manter a exploração da obra até ao final do período de estiagem quando as reparações podem ser realizadas com o mínimo desperdício de água.

No final da estiagem efetuou-se o reforço do tratamento de impermeabilização e de acordo com os dados da observação a barragem exibe um comportamento considerado adequado.

A Ribeira de Valtorno fica próximo da povoação de Mourão e a barragem de Valtorno de terras envolvendo um volume de cerca de 200.000 m3 com perfil transversal homogêneo implantada sensivelmente à cota 438.50 do leito da Ribeira de Valtorno.

O coroamento situa-se a cota 469.000 tendo um desenvolvimento longitudinal de aproximadamente de 150 metros.

A Albufeira tem um volume útil de 990.000 m23 para o nível de pleno armazenamento à cota 467.00, sendo de 11 ha a área inundada para o nível de máxima cheia 468.000.

A barragem é munida de um descarregador de superfície que está instalado na margem direita escavado no terreno e revestido a betão armado.

A captação é feita a partir de uma torre de tomada de água com três níveis de possível captação.

A torre está implantada na cota 440 sendo os comandos para a abertura das válvulas de adução instalados no seu topo e a válvula de abertura da descarga de fundo e o acesso é feito através de um passadiço de betão armado que a liga à margem esquerda.

O órgão da descarga do fundo da barragem é feito por uma tubagem de manilhas de betão armado que atravessa o corpo da barragem para jusante.

O acesso à válvula da descarga de fundo é feito na torre de tomada de água, evitando-se desta forma que o órgão de descarga esteja em carga com os inconvenientes de existirem possíveis repasses para o corpo da barragem.

O transporte da água captada na albufeira é feita através de uma tubagem metálica que atravessa o enchimento de betão armado que envolve a descarga de fundo e termina na Estação Elevatória a jusante da barragem implantada na cota 438.00.

Os caudais elevados por intermédio da conduta elevatória com cerca de 2 km para um reservatório implantado à cota 663.30 onde se faz a regularização dos caudais em que o máximo diário dos grupos elevatórios para o caudal é de 16 horas.

A partir deste reservatório a condução dos volumes de água é realizada graviticamente por intermédio de uma conduta até encontrar a conduta existente.

O desenvolvimento total da adutora é de aproximadamente 2020 m e está instalada a montante de interseção das duas condutas e uma câmara para perda de carga.

No trecho final da conduta está instalada uma válvula de seccionamento e uma derivação para Estação de tratamento de água localizada aproximadamente na cota 608.

Uma bacia hidrográfica cerca de 15 km2 tendo o trecho da ribeira um comprimento de 7 km com cotas que vão de aproximadamente 800 m até a cota 438.5 no perfil da Barragem.