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Aldeia Mágica de Drave

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Todas as fotografias / imagens são fornecidas apenas para orientação.
Localiza-se entre a Serra da Freita e a Serra de S. Macário é um dos lugares desabitados e mais míticos de Portugal
 
Na Serra da Freita pode-se visitar a famosa aldeia "abandonada" de Drave, situada a 4km a pé da aldeia de Regoufe.

Drave é de facto um lugar mágico, uma aldeia mítica, desabitada e aparentemente perdida na Montanha que apenas é possível alcançar a pé oferece-nos cenários de sonho que vão ficar na memória por muito tempo.

A aldeia de xisto é mágica e a natureza que a rodeia não lhe fica atrás e é mais um que tem de figurar na lista dos melhores trilhos e percursos pedestres de Portugal e pode aceder-se a ela a pé.

O trilho é linear, tem início/fim na Capela de Regoufe. O percurso inicia-se na aldeia que fica aninhada bem no centro da Serra de Freita, através de uma estrada de montanha que pode ser feita a partir de São Pedro do Sul e para quem vem do litoral a partir de Arouca onde se serpenteiam a serra com curvas apertadas e vistas deslumbrantes.

O início a partir da Aldeia de Regoufe é um ponto de interesse onde pode apreciar o ritmo da vida rural e um dos pontos altos é percorrer a aldeia desde o cimo onde se pode estacionar o carro junto à capela e ir até ao fundo da aldeia junto a uma ponte que atravessa a Ribeira de Regoufe, passando pelo meio de casas de pedra, cumprimentando os habitantes e observando galinha e perus soltos a passear pela aldeia.

A aldeia de Regoufe remota da Serra da Arada que durante as duas grandes guerras do século passado teve uma importância singular.

No seu subsolo e montanhas em seu redor foram extraídas e exportadas toneladas de volfrâmio para fabrico de material bélico para as forças dos Aliados e as ruínas/histórias desse tempo estão lá para serem descobertas.

Um pouco acima da aldeia o visitante pode explorar um Geossítio do Parque e o que resta do Complexo Mineiro da Poça de Cadela (Minas de Regoufe) de onde foram extraídas e depois exportadas toneladas de volfrâmio durante a II Guerra Mundial.

O Trilho da Aldeia de Drave começa após a ponte de Regoufe e na globalidade tem um nível de dificuldade baixo mas em grande parte é exposto ao sol por isso é melhor usar protecção para a cabeça, um protector solar e muita água.

O visitante percorre o trilho em cerca de 2 horas para percorrer os 4 quilômetros que não são planos até a aldeia e aproximadamente com a mesma altitude de Regoufe.

O visitante ao passar a ponte inicia uma subida bastante acentuada em terreno pedregoso e quando se chega ao cimo tem uma vista privilegiada de Regoufe e da serra com montes de xisto (hoje sem árvores devido aos sucessivos incêndios na serra) encimados por cristas de granito onde hoje ponteiam os aerogeradores

O caminho é por um estradão e rocha e é sempre a descer até Drave e mais a frente entramos num caminho com algumas árvores e sombra e temos o primeiro vislumbre de Drave.

A chegada à Aldeia de Drave quando observamos pela primeira vez o casario todo feito de xisto e escuta-se o barulho das cristalinas águas da ribeira de Palhais.

Drave faz jus a designação de mágica pois há qualquer coisa de transcendente naquele pequeno núcleo de casas perdido no meio da serra aninhado no fundo do vale percorrido pela Ribeira de Palhais.

O visitante quando chega a aldeia de Drave vê algumas casas, a maioria em ruínas e poucas em recuperação e passando pela Igreja, o Solar dos Martins e os restos de uma adega na cave de uma das casas de Drave.

Drave foi habitada até ao início deste século mas só em 1993 é que o telefone chegou ali como se pode ler numa placa ali afixada na igreja.

Atualmente a aldeia não tem qualquer habitante permanente e a sua localização e mística faz com que aqueles que a visitam se deixem encantar por ela e refrescar-se nas piscinas naturais da Ribeirinha de Drave.

O trilho de regresso de Drave a Regoufe fazendo o mesmo percurso por trás e a subida é mais suave no início e a meio do percurso fica mais acentuada e exposta ao sol.

Na descida final é necessário ter cuidado, tem que descer devagar e ver onde põe os pés pois o terreno é propício a escorregões e entorses e para trás ficava uma aldeia esquecida pelo tempo e pelo seu povo.